A defesa apresenta os seus argumentos-
Primeiro de tudo: A resposta é "sim, eu tenho mais o que fazer". É bem verdade que talvez eu não começasse este blog se não fosse o "mais" a fazer que tenho. Eu preciso de pressão e falta de tempo para trabalhar melhor- tem gente que é assim.
E as justificativas. É previsível que algum ofendido diga que eu não tenho justificativa. Vou preferir, a despeito de minha vontade, chamá-las de explicações- afinal de contas minha intenção não é discordar de meus leitores.
Quanto a estas, prefiro ser brando, sensorial. Tenho plena certeza de que a interpretação de quem lê e de quem frui é muito mais rica que a conclusão do autor: a obra cria identificação na medida em que ocorre não em seu espaço plástico, não na folha de papel, mas na mente do leitor, catalizadora e única em vários aspectos. Justificar (explicar, no meu caso) é limitar a ocorrência daquilo à metade: torna-a frustrante, como seria frustrante se da vinci explicasse o enigmático sorriso da monaliza pelo fato lamentável de a modelo ter paralisia facial.
Posso, contudo, projetar algumas especulações. O pessoal que me conhece vai dizer que eu o faço por ser uma mala.. Ou a professora de Letras Clássicas Vernáculas vai dizer que eu estou fazendo um trabalho de diálogo em hipertexto. O professor de percepção teria certeza de que eu estou fruindo e repassando as criações sob minha poiesis metamórfica. Alguém vai dizer também que eu faço recortes de textos alheios por falta de criatividade e necessidade de atenção. Esse daí vai ficar bem puto.
A proposta, finalmente, passa por tudo isso e converge para um ponto mais simples (a parte onde eu explico o sorriso da monaliza): e não, de maneira alguma cabe a esse blog criticar o narcisismo por parte de supostos egoístas que se lambuzam em elogios de gente leiga, só por ter enfiado com esforço um mínimo de eloqüência ao falar de um assunto sobre o qual quer parecer especialista ou fodão. Fato é que a cada semana eu vou vitmar um blogueiro (seja ele conhecido ou não) que vai ter seu texto comentado neste espaço, por algum motivo que me leve a fazê-lo, e de maneira alguma eu riscaria admiração desta lista.
Faço isto porque posso. A palavra publicidade denota o ato de tornar algo público, e nisso eu devo dizer que blog é propaganda da boa. Não se preocupe com direitos autorais- não tenho intenção de me passar por dono de alguma obra prima por aí- mas a apropriação destas obras não passa necessariamente por violação autoral. Em outras palavras eu vou pegar na mão grande porque, acima de tudo, alguém, antes, publicou e tornou isso possível. A esses, meu muito obrigado, e meu pedido de desculpas se em algum momento eu me tornar inconveniente: não é nada pessoal.
domingo, 24 de junho de 2007
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